A maioria das guerras parece perdida até a última batalha
Preocupação não é sobre as chances. É sobre o quanto você confia em você mesmo.
Lido por um clone de IA da minha voz.
Esse ano foi diferente. Não de um jeito que dá pra apontar no calendário, só diferente o suficiente pra eu perceber que estava me preocupando mais do que o normal, com coisas velhas e coisas novas. Em algum momento no meio disso, entendi uma coisa: a preocupação não é sobre aquilo com que você está preocupado. A preocupação é uma grande falta de confiança.
Não é desconfiança do mundo. É desconfiar de que você vai ficar bem se der errado.
A parte que eu não esperava: ser iludidamente negativo e ser iludidamente positivo dá exatamente o mesmo trabalho. Nenhum dos dois é de graça, por mais que o pessimismo finja ser o lado responsável. Sei que isso parece frase de coach (parece mesmo, eu escrevi e fiz careta), mas é verdade. E quando você percebe, a escolha fica mais fácil: se os dois custam a mesma coisa, é melhor escolher o que não estraga a sua semana.
A gente gasta uma energia absurda resolvendo antes problemas que ainda não aconteceram. Se der errado, eu já vou ter o plano pronto. Só que quantas vezes você acertou a forma que deu errado? E quando dá certo, a gente quase nunca vê chegando também. Na maioria das vezes as coisas só dão certo depois de darem muito errado.
Se eu fosse colocar os meus objetivos até agora num paralelo, e eu tenho 23 anos, não sei se essa vai ser a minha visão daqui a algumas décadas, eles parecem guerras perdidas até a última batalha. Magicamente a gente ganha a última. Isso virou quase um mantra pra mim, e eu pretendo manter por muito tempo.
Então, quando alguma coisa está te corroendo, a pergunta não é o quão ruim pode ficar. É mais simples: você está se preocupando com algo que dá pra resolver? Ou está escolhendo ser pragmaticamente negativo, do mesmo jeito que poderia escolher ser iludidamente positivo, pelo mesmo preço? Se dá pra resolver, resolve. Se não dá mesmo, a preocupação nunca esteve fazendo nada.
Tenho tentado aplicar isso na empresa que acabei de começar. Toda vez que aparece um problema, tento entender que é exatamente aquilo que vai fazer a coisa dar certo, e não o que vai afundar tudo. Pensar que vai dar errado só por pensar que vai dar errado é um tiro no pé. É sabotagem, e eu não quero me sabotar.